Cowsandsheep

Cowsandsheep

terça-feira, 25 de setembro de 2012


A Náusea - Jean Paul Sartre

Em 1938, Jean-Paul Sartre publicou seu mais importante romance: A Náusea. O livro não é apenas um romance comum, Sartre criou uma obra prima que mistura filosofia e uma acessível narrativa, e com ela esboçou, usando a arte como artifício, o existencialismo, só formalizado em O Ser e o Nada de 1943.
A estória se baseia nos diários de Antoine Roquetin, um fictício historiador que viajou a Europa inteira e se estabeleceu em uma pequena cidade portuária da França: Bouville. E é justamente nesse último acontecimento de sua vida que ele começa a escrever o diário. Roquetin mora sozinho em Bouville, e à medida que vai ficando absorto em sua solidão, se descobre com estranhas idéias acerca do sentido da existência e o quanto ela pode ser vazia e sem significado. Quando Roquetin se depara com a realidade ele sente náuseas por acreditar que essa realidade é inócua e sem embasamento.
Antoine Roquetin discorre sobre a sua nova concepção da existência, e muitos dos seus pensamentos são indigestos por tocarem em pontos sensíveis da sociedade moderna. Ele acha que sua própria liberdade física e mental é inútil e por isso crê que a existência humana chega a ser muitas vezes ignóbil e medíocre.
A Náusea é um livro extremamente reflexivo e passível de inúmeras interpretações. Ele aborda a questão que o homem mais anseia solucionar em toda sua vida, o sentido da existência e o quão irracional isso pode ser. Esse é o livro ideal para quem quer se iniciar na aventura intelectual que é a filosofia e com ela tornar a vida muito mais consciente.

sábado, 15 de setembro de 2012

Encontro no Parque

Hoje, em um animado piquenique no Parque Municipal, discutimos o livro "Medo e Delírio em Las Vegas". Só  as garotas do grupo compareceram desta vez e nosso visitante Rodrigo. (futuro membro???).

O processo de escolha do livro desta vez foi bastante tenso e polêmico. Após horas, recontagem de votos, muitas lágrimas e protestos (ta bom, exagerei!) nosso próximo livro foi escolhido.

Os livros sugeridos foram:

1. A Náusea - Jean-Paul Sartre
2. O Senhor das Moscas - William Golding
3. 1984 - George Orwell
4. Mrs. Dallaway - Virginia Woolf
5. Tomates Verdes Fritos - Fannie Flagg

Nosso próximo livro será  A Náusea por Jean-Paul Sartre e o encontro no dia 27 de Outubro.
Vejo vocês lá!


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Medo e Delírio em Las Vegas de Hunter S. Thompson.
 
"A busca ensandecida pelo verdadeiro Sonho Americano - uma jornada terrível, acompanhada por Rolling Stones, LSD, Jefferson Airplane e a paranóia dos EUA de Richard Nixon, rumo ao coração do deserto, pulsando hipnotizante com o seu neon. E assim um jornalista norte-americano e seu advogado "samoano" embarcam num Chevy vermelho conversível, com a missão de cobrir uma corrida de motocicletas em Las Vegas. Para enfrentar essa laboriosa tarefa, enchem o porta-malas do carro alugado com um estoque interminável de drogas e saem dirigindo pelo deserto de Nevada, partindo em alta velocidade de Los Angeles e parando apenas para dar carona a um incauto - que não permanece muito tempo a bordo do veículo."

Não li, mas achei o filme (Terry Gilliam, 1998) muito engraçado. Espero que o livro seja no mesmo nível. Mas a vontade de ler mesmo é só porque vou pra Vegas e pretendo me inspirar...no que não fazer.
O período e o contexto nos quais o livro foi escrito (em torno de 1971) me parecem bem relevantes, então uma boa pesquisa de campo pode ser uma boa... Infelizmente, ainda não achei o livro em português, mas sei que tem da LPM (bolso). Boas leituras.


Ps: espero que este post esteja do agrado dos demais membros deste clube, exigentes como são... senão, me perdoem porque sou nova nesse troço.


sábado, 4 de agosto de 2012

Encontro do Livro A Humilhação

O primeiro encontro para discussão de um livro após nossas longas ferias foi fantástico. Todos muito envolvidos e animados, um livro complexo e opiniões diversas, com muito respeito, definiram nosso encontro. Obrigada a todos pela presença.

Para fechar, mais um eficiente e altamente complexo sorteio do próximo livro.
Entre os livros indicados estavam:

  1. A Menina que não Sabia Ler.
  2. O Menino do Pijama Listrado
  3. Medo e Delírio em Las Vegas.
  4. O Grande Mentecapto.
  5. O Espião que Sabia Demais.
  6. O  Homem que Queria Ser Rei
  7. Demian.
O livro escolhido foi Medo e Delírio em Las Vegas de Hunter Thompson.

Nosso próximo encontro será em setembro. Vejo todos lá.  

segunda-feira, 9 de julho de 2012

A HUMILHAÇÃO


Aos 65 anos, Simon Axler, um renomado ator de teatro, sobe no palco e constata que não sabe mais atuar. De uma hora para outra toda sua autoconfiança se esvai, e ele perde a capacidade de interpretar os personagens que, ao longo de uma extensa carreira artística, haviam lhe trazido renome. A partir daí, sua vida entra numa espiral de perdas: a mulher vai embora, o público o abandona e seu agente não consegue convencê-lo a retomar o trabalho. Obcecado com a ideia do suicídio, Simon se interna numa clínica psiquiátrica.

No meio desse relato terrível de uma autoanulação inexplicável e apavorante, irrompe um enredo em sentido contrário. Simon se envolve numa relação passional com uma mulher mais jovem, homossexual, filha de um casal de atores que ele conheceu na juventude. Nasce daí um desejo erótico avassalador, um consolo para uma vida de privação, mas tão arriscado e aberrante que aponta não para o conforto e a gratificação, e sim para um desenlace ainda mais negro e chocante. 
Nessa longa viagem noite adentro, relatada com a combinação de intensidade, virtuosismo e seriedade que é a marca de Philip Roth, todos os artifícios que usamos para nos convencer de nossa solidez, todos os desempenhos de nossas vidas - talento, amor, sexualidade, esperança, energia, reputação -, tudo isso vira pó.


A humilhação faz parte de uma série de narrativas que Philip Roth vem publicando nos últimos anos. Essas obras - O animal agonizanteHomem comum e Fantasma sai de cena - tematizam a velhice, a perda, a paixão e a morte com vigor e contundência extraordinários. Ao contrário de seu protagonista, Roth está em plena forma, e não perdeu a capacidade de surpreender e empolgar seus leitores.

Philip Roth


                                                                                                     
Roth, um dos maiores escritores americanos vivos, acha que a literatura está morrendo. “Não por falta de bons escritores, o público é que morreu”, diz, com jeito de quem não tem a menor dúvida sobre o futuro pouco brilhante dos livros no mundo tecnológico contemporâneo. Depois de ganhar todos os prêmios literários americanos, ele acaba de ser “canonizado” com a publicação de seus livros na coletânea de clássicos Library of America, uma honraria reservada geralmente aos monstros sagrados que já morreram há muito tempo, como Faulkner ou Melville. O que ele acha disso? “Melhor do que ser atropelado por um caminhão, não?”, responde, com a ironia sombria, típica dos personagens de seus livros. O homem não cede um milímetro às mundanidades da vida: mora sozinho num sítio em Connecticut, diz que não dialoga com nenhum dos escritores contemporâneos desde que Saul Bellow, seu grande amigo e inspirador, morreu há cinco meses. Quando virou uma celebridade, nos idos de 1968, ao lançar “O Complexo de Portnoy”, passou a viver só na comunidade tcheca em Manhattan — uma maneira de se exilar em sua própria cidade — e depois foi viver no exterior. Dá pouquíssimas entrevistas e é ele quem liga na hora marcada para evitar que seu número de telefone fique circulando entre jornalistas. É gentil, mas não cai em nenhuma armadilha de marketing, como a tentativa dos críticos que querem ver no seu livro mais recente, “Complô contra a América” (lançado no Brasil pela Companhia das Letras) uma metáfora do governo Bush. Já disse que acha o presidente americano incapaz de cuidar da loja da esquina, mas não crê que cabe ao escritor o papel de fazer crítica política. “Não sou profeta, não sou sociólogo, não sou analista político, sou apenas um modesto escritor. Meu trabalho é escrever da melhor maneira possível”, diz ele. 


Por Helena Celestino, disponível em: http://www.jornaldepoesia.jor.br/philiproth1.html


Em 1997, Philip Roth ganhou o prêmio Pulitzer por Pastoral americana. Em 1998, recebeu a National Medal of Arts na Casa Branca e, em 2002, conquistou a mais alta distinção da American Academy of Arts and Letters, a Gold Medal in Fiction. Recebeu duas vezes o National Book Award e o National Book Critics Circle Award, e três vezes o prêmio PEN/Faulkner. Complô contra a América foi premiado pela Society of American Historians em 2005. Roth recebeu dois prestigiosos prêmios da PEN: O PEN/Nabokov (2006) e o PEN/Saul Bellow (2007). E, em 2011, ganhou o Man Booker International Prize. É o único escritor americano vivo a ter sua obra publicada em edição completa pela Library of America.


domingo, 8 de julho de 2012

Sarau do Retorno

No último sábado tivemos nosso Sarau do Retorno. Depois de um longo e tenebroso inverno, nos voltamos! 

Nosso encontro foi no aconchegante Café do Palácio. Lá discutimos sobre as Regras do grupo (veja pé de página) e sobre o próximo livro a ser lido.

Cada membro indicou um livro. Foram eles:

1.       “A Humilhação” de Philip Roth
2.       “Melancia” de Marian Keyes
3.       “O Natimorto” de Lourenço Mutarelli

O processo de escolha do livro, o mais elaborado e ousado até agora, contou com uma patrocinadora, a Livraria Leitura, que (não) nos autorizou a utilizar seus livros. E como resultado o livro escolhido foi “A Humilhação” de Philip Roth.

A discussão do livro, nosso próximo encontro, será em no dia 4 de agosto (sábado).