Cowsandsheep

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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Romantismo no Brasil


Como tema escolhido para o próximo sorteio foi o Romantismo, resolvi postar algumas informações sobre o estilo, a época e os principais expoentes na literatura brasileira. Bom proveito!

 Romantismo
 foi um movimento artístico, político e filosófico surgido nas últimas décadas do século XVIII na Europa que perdurou por grande parte do século XIX. Caracterizou-se como uma visão de mundo contrária ao racionalismo e ao iluminismo e buscou um nacionalismo que viria a consolidar os estados nacionais na Europa.
Inicialmente apenas uma atitude, um estado de espírito, o Romantismo toma mais tarde a forma de um movimento, e o espírito romântico passa a designar toda uma visão de mundo centrada no indivíduo. Os autores românticos voltaram-se cada vez mais para si mesmos, retratando o drama humano, amores trágicos, ideais utópicos e desejos de escapismo. Se o século XVIII foi marcado pela objetividade, pelo Iluminismo e pela razão, o início do século XIX seria marcado pelo lirismo, pela subjetividade, pela emoção e pelo eu.
   O termo romântico refere-se ao movimento estético ou, em um sentido mais lato, à tendência idealista ou poética de alguém que carece de sentido objetivo.
  O Romantismo é a arte do sonho e fantasia. Valoriza as forças criativas do indivíduo e da imaginação popular. Opõe-se à arte equilibrada dos clássicos e baseia-se na inspiração fugaz dos momentos fortes da vida subjetiva: na fé, no sonho, na paixão, na intuição, na saudade, no sentimento da natureza e na força das lendas nacionais
   De acordo com o tema principal, os romances no Brasil podem ser classificados como indianistas, urbanos ou históricos e regionalistas.
   No romance indianista, o índio era o foco da literatura, pois era considerado uma autêntica expressão da nacionalidade, e era altamente idealizado. Como um símbolo da pureza e da inocência, representava o homem não corrompido pela sociedade, o não capitalista, além de assemelhar-se aos heróis medievais, fortes e éticos. Junto com tudo isso, o indianismo expressava os costumes e a linguagem indígenas, cujo retrato fez de certos romances excelentes documentos históricos.
    Os romances urbanos tratam da vida na capital e relatam as particularidades da vida cotidiana da burguesia, cujos membros se identificavam com os personagens. Os romances faziam sempre uma crítica à sociedade através de situações corriqueiras, como o casamento por interesse ou a ascensão social a qualquer preço.
   Por fim, o romance regionalista propunha uma construção de texto que valorizasse as diferenças étnicas, linguísticas, sociais e culturais que afastavam o povo brasileiro da Europa, e caracterizava-os como uma nação. Os romances regionalistas criavam um vasto panorama do Brasil, representando a forma de vida e individualidade da população de cada parte do país. A preferência dos autores era por regiões afastadas de centros urbanos, pois estes estavam sempre em contato com a Europa, além de o espaço físico afetar suas condições de vida.
   A primeira geração (nacionalista–indianista) era voltada para a natureza, o regresso ao passado histórico e ao medievalismo. Cria um herói nacional na figura do índio, de onde surgiu a denominação de geração indianista. O sentimentalismo e a religiosidade são outras características presentes. Entre os principais autores podemos destacar Gonçalves de Magalhães, Gonçalves Dias e Araújo Porto Alegre. Gonçalves de Magalhães foi o introdutor do Romantismo no Brasil. Obras: Suspiros Poéticos e Saudades. Gonçalves Dias foi o mais significativo poeta romântico brasileiro. Obras: Canção do exílio, I-Juca-Pirama. Araújo Porto Alegre fundou com os outros dois a Revista Niterói-Brasiliense
   Entre as principais características da primeira geração romântica no Brasil estão: o nacionalismo ufanista, o indianismo, o subjetivismo, a religiosidade, o brasileirismo (linguagem), a evasão do tempo e espaço, o egocentrismo, o individualismo, o sofrimento amoroso, a exaltação da liberdade, a expressão de estados de alma, emoções e sentimentalismo.
   A segunda geração, também conhecida como Byroniana e Ultrarromantismo, recebeu a denominação de mal do século pela sua característica de abordar temas obscuros como a morte, amores impossíveis e a escuridão.
  Entre seus principais autores estão Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Fagundes Varela, Junqueira Freire e Pedro de Calasans. Álvares de Azevedo fazia parte da sociedade epicuréia destinada a repetir no Brasil a existência boêmia de Byron. Obras: Pálida à Luz, Soneto, Lembranças de Morrer, Noite na Taverna. Casimiro de Abreu escreveu As Primaveras, Poesia e amor, etc. Fagundes Varela, embora byroniano, já tinha em sua poesia algumas características da terceira geração do romantismo. Junqueira Freire, com estilo dividido entre a homossexualidade e a heterossexualidade, demonstrava as idiossincrasias da religião católica do século XIX.
  Já as principais características da segunda geração foram o profundo subjetivismo, o egocentrismo, o individualismo, a evasão na morte, o saudosismo (lamentação) em Casimiro de Abreu, por exemplo, o pessimismo, o sentimento de angústia, o sofrimento amoroso, o desespero, o satanismo e a fuga da realidade.
   Por fim há a terceira geração, conhecida também como geração Condoreira, simbolizada pelo Condor, uma ave que costuma construir seu ninho em lugares muito altos e tem visão ampla sobre todas as coisas, ou Hugoniana, referente ao escritor francês Victor Hugo, grande pensador do social e influenciador dessa geração.
   Os destaques desta geração foram Castro Alves, Sousândrade e Tobias Barreto. Castro Alves, denominado "Poeta dos Escravos", o mais expressivo representante dessa geração com obras como Espumas Flutuantes e Navio Negreiro. Sousândrade não foi um poeta muito influente, mas tem uma pequena importância pelo descritivismo de suas obras. Tobias Barreto é famoso pelos seus poemas românticos.
   As principais características são o erotismo, a mulher vista com virtudes e pecados, o abolicionismo, a visão ampla e conhecimento sobre todas as coisas, a realidade social e a negação do amor platônico, com a mulher podendo ser tocada e amada.
   Essas três gerações citadas acima apenas se aplicam para a poesia romântica, pois a prosa no Brasil não foi marcada por gerações, e sim por estilos de textos - indianista, urbano ou regional - que aconteceram todos simultaneamente.
  No país, entretanto, o romantismo perdurará até à década de 1880. Com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, por Machado de Assis, em 1881, ocorre formalmente a passagem para o período realista.

[editar]Principais escritores românticos brasileiros

  • Gonçalves Dias: principal poeta romântico e uns dos melhores da língua portuguesa, nacionalista, autor da famosa Canção do Exílio, da nem tão famosa I-Juca-Pirama e de muitos outros poemas.
  • Álvares de Azevedo: o maior romântico da Segunda Geração Romântica; autor de Lira dos Vinte AnosNoite na Taverna e Macário.
  • Castro Alves:grande representante da Geração Condoeira, escreveu, principalmente, poesias abolicionistas como o Navio Negreiro.
  • Joaquim Manuel de Macedo, romancista urbano escreveu A Moreninha e também O Moço Loiro.
  • José de Alencar, principal romancista romântico. Romances urbanos: LucíolaA ViuvinhaCinco MinutosSenhora. Romances regionalistas: O GaúchoO SertanejoO Tronco do Ipê. Romances históricos: A Guerra dos MascatesAs Minas de Prata. Romances indianistas: O GuaraniIracema e o Ubirajara.
  • Manuel Antônio de Almeida: romancista urbano, precursor do Realismo. Obras: Memórias de um Sargento de Milícias.
  • Bernardo Guimarães: considerado fundador do regionalismo. Obras: A Escrava Isaura; "O Seminarista"
  • Franklin Távora: regionalista. Obra mais importante: O Cabeleira.
  • Visconde de Taunay: regionalista. Obra mais importante: Inocência.
  • Machado de Assis: estilo único, dotado de fase romântica e realista. Em sua fase romântica destacam-se "A Mão e a Luva" e "Helena". Ainda em tal fase realizava análise psicológica e crítica social, mostrando-se atípico dentre os demais românticos

    Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Romantismo#Romantismo_no_Brasil

AS NEVES DO KILIMANJARO E OUTROS CONTOS


  • AS NEVES DO KILIMANJARO
  • CINQUENTA MIL
  • A DENÚNCIA
  • HISTÓRIA NATURAL DOS MORTOS
  • VÉSPERA DE BATALHA
  • EM UM OUTRO PAÍS, OS PISTOLEIROS
  • O LUTADOR
  • MÃE DE BICHONA
  • A CAPITAL DO MUNDO
  • DEPOIS DA TEMPESTADE
  • O VELHO NA PONTE
   Esta antologia de contos, exclusiva da BestBolso, tem como base os três volumes de Contos publicados pela Editora Bertrand Brasil em 2001, com 70 histórias no total. Os 12 contos escolhidos para a coletânea As neves do Kilimanjaro e outros contos  resgatam os temas de juventude de Hemingway: viagens, caçadas, lutas, apostas, aventuras, paixões. Seja na África, na Europa ou na América do Norte, em ringues de boxe ou em zonas de guerra, encontramos personagens determinados a fazer a vida valer a pena, mesmo quando estão em desvantagem. A seleção do escritor e professor Mário Feijó valoriza os diferentes interesses do jovem Hemingway e oferece ao leitor um panorama do talento narrativo e conciso de um dos melhores autores do século XX. 


Fonte: Grupo Editorial Record


Ernest Hemingway



   Ernest Miller Hemingway (Oak Park, 21 de Julho 1899 — Ketchum, 2 de Julho 1961) foi um escritor norte-americano.
   Trabalhou como correspondente de guerra em Madrid durante a Guerra Civil Espanhola e a experiência inspirou uma de suas maiores obras, Por Quem os Sinos Dobram. Ao fim da Segunda Guerra Mundial se instalou em Cuba.
   Hemingway era parte da comunidade de escritores expatriados em Paris, conhecida como "geração perdida", nome inventado e popularizado por Gertrude Stein. Levando uma vida turbulenta, Hemingway casou-se quatro vezes, além de vários relacionamentos românticos. Em 1952 publica "O Velho e o Mar", com o qual ganhou o prêmio Pulitzer (1953), considerada a sua obra-prima. Foi laureado com o Nobel de Literatura de 1954.
   A vida e a obra de Hemingway tem intensa relação com a Espanha, país onde viveu por quatro anos. Uma breve passagem, mas marcante para um escritor americano que estabeleceu uma relação emotiva e ideológica com os espanhóis. Em Pamplona, meados do século XX, fascinado pelas touradas, a ponto de tornar-se um toureiro amador, transporta essa experiência para dois livros: O Sol Também Se Levanta (1926) e Por Quem os Sinos Dobram (1940). Ao cobrir a Guerra Civil Espanhola (1937) – como jornalista doNorth American Newspaper Alliance, não hesitou em se aliar às forças republicanas contra o fascismo.
   Ainda muito jovem, decidiu ir à Europa pela primeira vez, quando a Grande Guerra assombrava o mundo (1918). Hemingway havia terminado o segundo grau em Oak Park e trabalhado como jornalista no Kansas City Star. Tentou alistar-se, mas foi preterido por ter um problema na visão. Decidido a ir à guerra, conseguiu uma vaga de motorista de ambulância na Cruz Vermelha. Na Itália, apaixonou-se pela enfermeira Agnes Von Kurowsky, sua inspiração na criação da heroína de Adeus às Armas (1929) – a inglesa Catherine Barkley. Atingido por uma bomba, retornou para Oak Park que, depois do que viu na Itália, tornou-se monótona demais.
   Volta à Europa (Paris), em 1921, recém-casado com Elizabeth Richardson, seu primeiro casamento, com quem teve um filho. Na ocasião, trabalhava para o Toronto Star Weeky e, em início de carreira, se aproximou de outros principiantes: Ezra Pound (1885 – 1972), Scott Fitzgerald (1896 – 1940) e Gertrude Stein (1874 – 1940).
   O seu segundo casamento (1927) foi com a jornalista de moda Pauline Pfeiffer. Com ela teve dois filhos. Em 1928, o casal decidiu morar em Key West, na Flórida. O escritor sentiu falta da vida de jornalista e correspondente internacional. O casamento com Pauline era instável. Nessa época conhece Joe Russell, dono do Sloppy Joe’s Bar e companheiro de farra. Já na década de 1930, resolveu partir com o amigo para uma pescaria. Dois dias em alto-mar que terminaram em Havana, capital cubana, para onde voltava anualmente na época da corrida do agulhão (entre os meses de maio e julho). Hospedava-se no hotel Ambos Mundos, em plena Habana Vieja, bairro mais antigo da cidade que se tornava o lar do escritor, e os cenários que comporiam sua história e a da própria ilha pelos próximos 23 anos. Duas décadas de turbulências que teriam como desfecho a revolução socialista e o suicídio do escritor.
   Em Cuba, o escritor se apaixonou por Jane Mason, casada com o diretor de operações da Pan American Airways e se tornaram amantes. Em 1936, novamente se apaixona, desta feita pela destemida jornalista Martha Gellhorn, motivo do segundo divórcio, confirmando o que predisse seu amigo, Scott Fitzgerald, quando eles se conheceram em Paris: “Você vai precisar de uma mulher a cada livro”. Assim, Hemingway partiu para a Espanha, onde Martha já estava e, em meio à guerra, os dois viveram um romance que resultou no seu terceiro casamento. Quando a república caiu e a Europa vivia o prenúncio de um conflito generalizado, Hemingway retornou para Cuba com Martha.
   Em 1946, o escritor casa-se pela quarta e última vez com Mary Welsh, também jornalista, mas tímida e disposta a viver ao lado de um Hemingway cada vez mais instável emocionalmente.

  Ao longo da vida do escritor, o tema suicídio aparece em escritos, cartas e conversas com muita frequência. Seu pai suicidou-se em 1929 por problemas de saúde e financeiros. Sua mãe, Grace, dona de casa e professora de canto e ópera, o atormentava com a sua personalidade dominadora. Ela enviou-lhe pelo correio a pistola com a qual o seu pai havia se matado. O escritor, atônito, não sabia se ela queria que ele repetisse o ato do pai ou que guardasse a arma como lembrança.

   Aos 61 anos e enfrentando problemas de hipertensão, diabetes, depressão e perda de memória, Hemingway decidiu-se pela primeira alternativa.
   Todas as personagens deste escritor se defrontaram com o problema da "evidência trágica" do fim. Hemingway não pôde aceitá-la. A vida inteira jogou com a morte, até que, na manhã de 2 de julho de 1961, em Ketchum, Idaho, tomou um fuzil de caça e disparou contra si mesmo.
   Encontra-se sepultado em Ketchum Cemetery, Ketchum, Condado de Blaine, Idaho nos Estados Unidos

Principais obras de Ernest Hemingway em português:

Adeus às Armas


  • Contos (vols. I, II e III)
  • Do Outro Lado do Rio, Entre as Árvores
  • O Sol também se Levanta
  • O Velho e o Mar
  • Paris é uma Festa
  • Ter e não Ter
  • Verdade ao Amanhecer
  • As Neves de Kilimanjaro
  • As Ilhas da Corrente
  • O Verão Perigoso
  • A Quinta Coluna




Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ernest_Hemingway
            http://clickeaprenda.uol.com.br/portal/mostrarConteudo.php?idPagina=2551

Encontro "O Pequeno Príncipe"

Mais um encontro, pessoas novas chegando (e até meninos!!!) e visitas. Esse trem tá ficando bonito demais.
Obrigada a todos que estiveram presentes.
Ótimo encontro, como sempre.

E como não podia deixar de ser, mais um livro na lista. O tema sugerido foi Ernest Hamingway e os livros indicados foram:

  1. O Sol Também se Levanta
  2. O Velho e o Mar
  3. As Neves de Kilimanjaro e outros contos
  4. Contos
  5. Por Quem os Sinos Dobram
  6. Adeus as Armas.
Após um sorteio emocionante - apesar de contestado dado ao parentesco entre as partes - o livro escolhido foi: 
"As neves de Kilimanjaro e outros contos" 

Nosso próximo encontro será no dia 30 de março e o próximo tema sera Romance Brasileiro
Vejo todos la! 

sábado, 19 de janeiro de 2013

O Pequeno Principe: Autor e obra

A Obra:


Le Petit Prince (no Brasil O Pequeno Príncipe; em Portugal, O Principezinho) é um romance do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, publicado em 1943 nos Estados Unidos. Numa primeira leitura, aparenta ser um livro para crianças, mas possui um grande teor poético e filosófico.
O autor do livro foi também autor das ilustrações originais.
É o livro em língua francesa que mais foi vendido no mundo, com cerca de 80 milhões de exemplares, e entre 400 a 500 edições. Também se trata da terceira obra literária (sendo a primeira a Bíblia e a segunda o livro O Peregrino) mais traduzida no mundo, tendo sido publicado em 160 idiomas e dialetos.
Em Portugal, O Principezinho integra o conjunto de obras sugeridas para leitura integral, na disciplina de Língua Portuguesa, no 2º Ciclo do Ensino Básico.
No Japão, há um museu dedicado ao personagem principal do livro.
Le Petit Prince pode parecer simples, porém apresenta personagens plenos de simbolismos: o rei, o contador, o geógrafo, a raposa, a rosa, o adulto solitário e a serpente, entre outros. O personagem principal vivia sozinho num planeta do tamanho de uma casa que tinha três vulcões, dois ativos e um extinto. Tinha também uma flor, uma formosa flor de grande beleza e igual orgulho. Foi o orgulho da rosa que arruinou a tranquilidade do mundo do pequeno príncipe e o levou a começar uma viagem que o trouxe finalmente à Terra, onde encontrou diversos personagens a partir dos quais conseguiu repensar o que é realmente importante na vida.
O romance mostra uma profunda mudança de valores, e sugere ao leitor quão equivocados podem ser os nossos julgamentos, e como eles podem nos levar à solidão. O livro nos leva à reflexão sobre a maneira de nos tornarmos adultos, entregues às preocupações diárias, e esquecidos da criança que fomos e somos.

O Autor:

Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry foi um escritor, ilustrador e piloto, terceiro filho do conde Jean Saint-Exupéry e da condessa Marie Foscolombe.
Antoine de Saint-Exupéry nasceu em Lyon, França em 29/06/1900 e morreu em 1944 (Mar Mediterrâneo . Foi aviador de profissão e escritor por devoção. Foi piloto do correio aéreo que na década de 30 voava das possessões francesas na África para Argentina e Chile, fazendo escala em Natal, o ponto sul-americano mais próximo do continente africano. Um dos pioneiros da aviação comercial francesa, organizou as linhas da Patagônia e empreendeu vôos de Paris à Saigon e de New York à Terra do Fogo. Atuou de maneira intensa durante a 2ª Guerra Mundial unindo-se à aviação Aliada em 1942. De espírito audaz, sentia-se melhor do que nunca quando estava no ar e, de preferência realizando os vôos mais arriscados. As experiências que viveu em suas missões heroicas  soube transportar para seus livros de maneira profunda. Seu livro mais conhecido O Pequeno Príncipe é um convite à reflexão para que as pessoas se humanizem, se cativem e se percebam.

Antoine foi oficialmente contra o governo nazista. Quando o Pequeno Príncipe foi publicado em 1943, a França estava ocupada pelo exército alemão. Saint-Exupéry foi muito ativo na Resistência Francesa, e seu livro "Flight to Arras" foi proibido na França, ocupada em 1942 pela Alemanha. Então, parece improvável que um soldado alemão iria adquirir uma cópia dos livros de Antoine, mesmo quando surgiu uma tradução para o alemão de O Pequeno Príncipe em 1944, quando Saint-Exupéry desapareceu.

Exupéry enfrentou problemas delicados de saúde que o impediam de continuar voando. Mas para ele, não voar significava não viver. Contrariando ordens médicas, em 1944 decolou pela última vez rumo ao infinito. Deixou nosso planeta quando seu avião foi derrubado por um piloto alemão. 

Numa carta encontrada na sala de Antoine depois que seu avião desapareceu, ele tinha escrito o seguinte:

"Eu não me preocupo se eu morrer na guerra (...) Mas se eu voltar vivo desse 'trabalho' ingrato, mas necessário, haverá apenas uma questão para mim: O que dizer da humanidade? O que dizer para a humanidade?"

Na certa, as edições em alemão de O Pequeno Príncipe são parte das respostas para sua questão. Alguém tem que mostrar aos Homens o que é realmente importante, em qualquer língua, sendo que a língua e o país realmente não são o mais importante.

Humanidade: É apenas com o coração que se vê bem. O essencial é invisível aos olhos.


CURIOSIDADE
- Antoine de Saint-Exupéry pintou ainda outros desenhos que entrariam no livro "O Pequeno Príncipe" mas que ele decidiu deixar de fora; motivo: ele não achava seus desenhos muito bonitos, como dizia no próprio livro. 


"Em tudo na vida a perfeição é finalmente atingida, não quando nada mais existe para acrescentar, mas quando não há mais nada para retirar." 
Antoine de Saint-Exupéry

Fonte(s):

http://pt.wikipedia.org/wiki/Antoine_de_Saint-Exup%C3%A9ry
http://pt.wikipedia.org/wiki/Le_Petit_Prince





Encontro do livro "Zodiaco"

Encontro bom esse!!!
Um tanto quanto intimista demais para o meu gosto. CADE A GALERA???
Estamos sentindo a falta de vocês :(

Mas vamos em frente. Foi uma discussão ótima, tantas pistas e teorias que até parecíamos do FBI/CIA/NCIS/Scotland Yard/INTERPOL (tudojuntoemisturado). Mais duas horas, tenho certeza,  desvendávamos o crime. kkkkkkkkk

Bem, um mistério ao menos foi resolvido: qual será o próximo livro.

Os suspeitos eram:

  1. "Reinações de Narizinho" de Monteiro Lobato
  2. "Coraline" de Neil Gaiman
  3. "O Pequeno Príncipe" de Antoine de Saint-Exupéry
Como constam das provas apresentadas ao lado, o culpado de ser o próximo livro a ser lido por esse grupo é
.
.
.


"O Pequeno Príncipe" de Antoine de Saint-Exupéry.
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!

Como cúmplice, digo, como tema para o próximo sorteio, condenamos, digo, elegemos Ernest Hemingway.

O encontro será no dia 23/02. Até lá. Espero ver todo mundo!






domingo, 25 de novembro de 2012

Encontro do Livro "A Hora da Estrela"

Mais uma vez juntos (ops!) juntas - a mulherada dando um show no compromisso - e mais um ótimo livro na estante do nosso grupo.
Gente boa
Conversa boa
Varias ideias e programações futuras!

Mais um livro nos aguarda. Ficou decidido que para o próximo encontro leriamos romances policiais.
Foram indicados:

  1. "Uma Face para Cada Crime" de William Goldman
  2. "O Zodíaco" de Robert Graysmith
  3. "O nome da Rosa" de Umberto Eco
  4. "O Psicopata Americano" de Bret Easton Ellis
  5. "O Xango de Baker Street" de Jô Soares.
O escolhido foi "O Zodíaco" de Robert Graysmith. 

O próximo encontro sera em 12 de Janeiro. 
Aguarde nosso "Sarau do Fim do Mundo".