Cowsandsheep

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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Céu e Inferno divididos em “O Grande Abismo” de C.S. Lewis


C.S. Lewis é conhecido no mundo todo por sua habilidade em transformar teologia em fantasia. Um dos seus livros menos populares, apesar de estar entre os preferidos do autor, é O Grande Abismo. O título original – The Great Divorce (O Grande Divórcio) – se refere a separação do Céu e Inferno.

Ele escreveu este livro em 1945 em resposta ao livro O Casamento do Céu e do Inferno (1790) de William Blake. Segundo o próprio Lewis em seu prefácio, a ideia não é antagonizar a quem ele chama “um grande gênio”, mas expressar sua ideia de que tal casamento seria impossível.

O livro conta a estória de um homem, nosso narrador (que assim como Dante) viaja - em um ônibus - entre Céu e Inferno. Seu “Virgilio” é o autor George MacDonald, que acompanha nosso narrador proporcionando várias reflexões sobre o bem e o mal, atos e consequências.

O livro ganhou uma certa popularidade nos últimos tempos. Uma peça está atualmente em cartaz nos Estados Unidos - http://greatdivorceonstage.com/ - e um filme foi anunciado como “em desenvolvimento”, mas sem data para as filmagens - http://variety.com/2010/film/news/producers-wed-for-divorce-fantasy-1118020900/
 
 

C.S. Lewis - O criador de Nárnia

Sobre o autor:
C. S. Lewis, ou Jack Lewis, como preferia ser chamado, nasceu em Belfast, Irlanda do Norte em 29 Novembro de 1898. Ele era o segundo filho de Albert Lewis, advogado, e Flora Hamilton Lewis. Seu irmão mais velho, Warren Hamilton Lewis, conhecido como Warnie, nasceu em 1895.

Primeiros Anos:
Sua infância foi relativamente feliz e livre. A casa da família, chamada Little Lea, tinha um grande jardim com passagens estreitas que os irmãos exploravam. Havia também uma biblioteca abarrotada de livros – dois de seus favoritos eram A Ilha do Tesouro de Robert Louis Stevenson e O Jardim Secreto de Frances Hodgson Burnett.

Uma Grande Perda:
A infância feliz acabou quando sua mãe ficou doente e faleceu em 1908. Pouco mais de um mês depois de sua morte, os dois garotos foram mandados para um internato na Inglaterra.

Lewis odiava a escola, com suas regras restritivas e um diretor rabugento e a falta que sentia de Belfast. Por sorte, a escola fechou em 1910, e lhe foi possível voltar para a Irlanda.

Porém, um ano mais tarde foi novamente enviado para a Inglaterra para estudar. Desta vez, a experiência foi mais positiva. Na adolescência, Lewis aprendeu a amar a poesia, especialmente as obras de Virgílio e Homero. Ele desenvolveu um interesse pelas línguas modernas, sendo proficiente em francês, alemão e italiano.

Um aluno de Oxford:
Em 1916, Lewis foi aceito na Universidade de Oxford, a faculdade mais antiga de Oxford (fundada em 1249). Logo depois que entrou para a universidade, Lewis se alistou para o serviço durante a I Guerra Mundial, Servindo ao Exército Britânico e depois lutando nas trincheiras francesas. Ao final da Guerra, em 1918, Lewis retornou a Oxford, onde ele retornou seus estudos com grande entusiasmo. Em 1925, depois de sua graduação, recebendo mérito honroso em Grego e Literatura em Latim, Filosofia e História da Antiguidade, e Literatura Inglesa, Lewis foi eleito para um importante cargo no departamento de Inglês da Faculdade Magdalen em Oxford. Ele permaneceu em Oxford por 29 anos antes de se tornar professor de literatura medieval e renascentista na Faculdade Magdalene em Cambridge, em 1955.

Lewis, o escritor:
Além de suas atividades como professor na Universidade, Lewis começou a publicar livros. Seu primeiro trabalho importante, O Retorno do Peregrino (1933), foi a respeito de sua própria jornada na fé Cristã. Outros trabalhos aclamados seguiram não só como escritor de livros sobre religião, mas também como autor de livros acadêmicos e romances. A Alegoria do Amor (1936), que é considerado um obra-prima nos dias de hoje, é sobre a história do amor na literatura desde a Idade Média até os tempos de Shakespeare; Além do Planeta Silencioso (1938) é o primeiro livro da série de ficção cientifica, onde o herói é superficialmente baseado em seu amigo e autor do clássico O Hobbit, J.R.R. Tolkien.

Nárnia:
Inicialmente, quando Lewis começou a escrever livros infantis, sua editora e amigos tentaram dissuadi-lo da ideia; eles achavam que isso poderia prejudicar sua reputação como escritor de trabalhos sérios. Tolkien, em particular, criticou o primeiro livro da série Nárnia, O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa; ele pensava que existiam muitos elementos que coexistiam – Papai-Noel e uma bruxa malvada, animais falantes e crianças. Felizmente, Lewis não ouviu nenhum deles.

Seguindo a publicação de O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa em 1950, Lewis escreveu mais 6 livros da série, publicando o último, A Última Batalha, em 1956. Apesar de não terem sido bem recebidos pela crítica à primeira vista, os livros ganharam popularidade no boca-a-boca. A coleção desde então vendeu mais de 100 milhões de copias e está entre mais amados os clássicos da literatura infantil.

O fim da vida:
Ao finalizar As Crônicas de Nárnia, Lewis continuou a escrever autobiografias e assuntos religiosos, mas não com tanta frequência. Basicamente porque ele estava ocupado com os problemas de saúde se sua esposa, Joy Gresham, com quem se casou em 1956. Joy faleceu em 1960.

Após sua morte, a saúde do próprio Lewis deteriorou e, no verão de 1963, ele entregou seu cargo em Cambridge. Sua morte, em 22 de novembro de 1963 – mesmo dia em que o Presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy foi assassinado e da morte do autor Aldous Huxley – foi pouco anunciada. Ele, porém, é lembrado por leitores ao redor do mundo, a quem ele tem entretido e inspirado por gerações.
 
Sites Relacionados:

The oficial website of C.S. Lewis - https://www.cslewis.com/us
Into the Wardrobe - http://cslewis.drzeus.net/

Pagina no Facebook - https://www.facebook.com/cslewisbrasil

Fonte: http://www.factmonster.com/spot/narnia-lewis.html

domingo, 26 de outubro de 2014

Encontro "O Apanhador no Campo de Centeio"


Mais um encontro, gente nova e muita conversa boa.
Todo mundo com o livro lido, parabéns!!!

A discussão foi ótima.
Vai ser sempre um prazer passar uma tarde compartilhando ideias com vocês. É bom ver que opiniões diferentes neste grupo são bem vindas e incentivadas. Que diferenças somam e nunca dividem. Trazem sorrisos e criam laços.

Tivemos até um intercambio de clubes do livro. Bem vinda Camilla do Clube do Livro pra Contar!

Agora, preparando para nosso próximo encontro, tivemos nosso sorteio do tema 'C.S. Lewis'
Não informo a lista desta vez, já que, neste processo, o voto foi secreto.
Mas o livro escolhido foi:

"O Grande Abismo"

Nosso encontro será em 25 de Novembro.

Até lá.


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

J. D. Salinger


Jerome David Salinger
 (Nova Iorque, 1 de janeiro de 1919 — Cornish, New Hampshire, 27 de janeiro de 2010) foi um escritor norte-americano. Sua obra mais conhecida é o romance intitulado The Catcher in the Rye (O Apanhador no Campo de Centeio), publicado em 1951 nos Estados Unidos.



Nasceu em Manhattan, Nova Iorque, em 1º de janeiro de 1919, filho de pai judeu de origem polaca e mãe de origem escocesa e irlandesa. Começou escrevendo ainda na escola secundária, e publicou vários contos no início da década de 1940, antes de servir na II Guerra Mundial. Em 1948, ele escreve o seu primeiro conto aclamado pela crítica, A Perfect Day for Bananafish (Um dia perfeito para Peixe-banana, em português), publicado na revista The New Yorker, que seria o local de onde sairiam mais outros contos seus nos anos seguintes. Em 1951, publica seu primeiro romance, The Catcher in the Rye (O Apanhador no Campo de Centeio), que torna-se um sucesso imediato. Sua descrição da alienação da adolescência e da inocência perdida através do seu protagonista, Holden Caulfield, com vocabulário e girias , serviu de influência para toda uma geração de novos leitores, especialmente adolescentes. O livro continua tendo uma vendagem estimada em 250 mil cópias por ano.
O sucesso de The Catcher in the Rye chamou atenção do público para Salinger, que, a partir de então, torna-se recluso, publicando menos do que antes. Os livros que se seguem ao Centeio são: Nine Stories (Nove Histórias no Brasil, Nove Contos em Portugal), de 1953, um apanhado de nove contos publicados na revista The New Yorker entre 1948 e 1953;Franny & Zooey, de 1961, que consiste de duas novelas curtas, Franny e Zooey; e Raise High the Roof Beam, Carpenters and Seymour: An Introduction (em português, Carpinteiros, Levantem Bem Alto a Cumeeira e Seymour, uma Introdução), de 1963, que também reúne duas novelas de Salinger. Estes três livros têm histórias em que são personagens principais a Família Glass, constituída por Buddy (espécie de alter ego do escritor), Seymour, Boo Boo, Walt, Waker, Franny e Zooey Glass, todos irmãos.

Depois disso, Salinger continuou recluso, aparecendo esporadicamente na imprensa. No final dos anos 90, são publicadas duas obras de memórias de pessoas próximas a Salinger; Joyce Maynard, sua ex-amante, e Margareth Salinger, sua filha.Seu último trabalho publicado, uma novela intitulada Hapworth 16, 1924, apareceu em The New Yorker em 19 de junho de 1965. O autor morreu em 2010.



Fonte: Wikipédia

terça-feira, 23 de setembro de 2014

O apanhador no campo de centeio

  
          À espera no centeio (O Apanhador no Campo de Centeio na edição brasileira) narra um fim-de-semana na vida de Holden Caulfield, jovem de 16 anos vindo de uma família abastada de Nova York. Holden, estudante de um reputado internato para rapazes, volta para casa mais cedo no inverno depois de ter recebido más notas em quase todas as matérias e ter sido expulso. No regresso a casa, decide fazer um périplo adiando assim o confronto com a família. Holden vai refletindo sobre a sua curta vida, repassa sua peculiar visão de mundo e tenta definir alguma diretriz para seu futuro. Antes de enfrentar os pais, procura algumas pessoas importantes para si (um professor, uma antiga namorada, a sua irmãzinha) e tenta explicar-lhes a confusão que passa pela sua cabeça. 






       Foi este livro que criou a cultura-jovem, pois na época em que foi escrito, a adolescência era apenas considerada uma passagem entre a juventudade e a fase adulta, que não tinha importância. Mas esse livro mostrou o valor da adolescência, mostrando como os adolescentes pensam.

Curiosidades:
-Mark David Chapman, o assassino de John Lennon, foi preso logo após o crime e tinha com ele uma cópia da obra de Salinger.
-Robert John Bardo, que perseguiu e matou a atriz Rebecca Schaeffer, e John Hinckley, Jr., que atentou contra a vida de Ronald Reagan, também eram grandes fãs do romance.


Fonte: Skoob

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Encontro "Peter Pan"

No último sábado, tivemos mais um dos nosso maravilhosos encontros. Grupo grande, todos empenhados em desbravar a Terra do Nunca e se juntar ao grupo de Peter Pan e Wendy.

Mais uma vez, obrigada a todos por lerem e compartilharem suas impressões.

Além da boa leitura e do muito agradável piquenique, marcamos nossos próximos dois encontros.

No dia 20 de setembro, teremos um encontro especial para os que leram (ou vão ler) "Jogos Vorazes"
e
no dia 25 de outubro, teremos nosso encontro para discussão do livro.

Como tínhamos estabelecido, o próximo livro foi selecionado a partir dos livros que foram indicados durante esses 4 anos de Levantar e Observar mais não foram sorteados.

O sorteio se deu em duas etapas:
Na primeira etapa cada um dos participantes sorteou um livro entre os 70 da lista de Excluídos.
Foram eles:


  1. A Obscena Senhora D. de Hilda Hilst
  2. Grande Sertão: Veredas de Guimarães Rosa
  3. O Apanhador no Campo de Centeio de J.D. Salinger
  4. O Lobo da Estepe de Hermann Hesse
  5. O Mágico de OZ de L. Frank Baum
  6. O Psicopata Americano de Bret Easton Ellis
  7. Reinações de Narizinho de Monteiro Lobato
E o selecionado foi  "O Apanhador no Campo de Centeio" de J.D. Salinger. 

Boa leitura a todos. 
Nos vemos logo. 



domingo, 13 de julho de 2014

James Matthew Barrie

James Matthew Barrie

James Matthew Barrie nasceu em Kirriemuir, na Escócia, em 1860, o nono entre os dez filhos do casal David e Margaret. Aos sete anos sofreu um trauma muito forte com a morte do seu irmão David e a decorrente depressão da mãe. Quando completou treze anos, foi estudar na Glasgow Academy e, posteriormente, na Dumfries Academy, onde entrou em contato com os clássicos da literatura, antes de ingressar na Universidade de Edimburgo. Durante o período universitário, tornou-se crítico de teatro e passou a fazer parte de um grupo de debates, experiência que o ajudou a superar a timidez. Graduou-se em 1882 e três anos depois, após um breve período escrevendo para o Nottingham Journal, mudou-se para Londres, onde passou a publicar artigos e contos, sempre carregados de humor.
O reconhecimento veio com Auld Licht Idyllis (1888), uma coletânea de esquetes sobre a Escócia rural no início do século XIX. Seu primeiro romance, The Little Minister (1891), foi bem acolhido pela crítica e pelo público, assim como sua adaptação para os palcos em 1897.
Em 1894 casou-se com a atriz Mary Ansell, que atuara em uma de suas peças. Eles se divorciaram em 1909, após o caso de Mary com o dramaturgo Gilbert Cannan vir à tona. Mesmo durante o casamento, Barrie manteve uma relação próxima com Sylvia Llewellyn Davies, cujos cinco filhos lhe serviriam de fonte de inspiração. (Depois da morte de Sylvia, o “Tio Jim” se tornaria o tutor das crianças.)
No ano de 1896, Barrie produziu dois trabalhos importantes: Margaret Ogilvy, a biografia de sua mãe, eSentimental Tommy, um romance que, assim como o seguinte, Tommy and Grizel (1900), antecipou o seu mais famoso personagem, Peter Pan. O menino que não queria crescer apareceu também em alguns capítulos do romance The Little White Bird (1902). Já a peça Peter Pan, or The Boy Who Would Not Grow Upestreou em Londres em 27 de dezembro de 1904 e foi um sucesso imediato. Barrie posteriormente publicou o trecho de Little White Bird dedicado a Peter Pan em um volume intitulado Peter Pan em Kensington Gardens, em 1906, e depois transformou aquela peça num romance, Peter and Wendy, em 1911.

Seus últimos trabalhos incluem as peças Dear Brutus (1917), Mary Rose (1920) e The Boy David (1936). J. M. Barrie, contemporâneo e amigo de Arthur Conan Doyle e H. G. Wells, morreu em decorrência de uma pneumonia em 1937.