Cowsandsheep

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domingo, 28 de outubro de 2012

Encontro do Livro "A Nausea"

Neste sábado tivemos o encontro do livro "A Náusea". Encontro super prazeroso, mas só as meninas de novo (rapazes, cade vocês???) e uma pessoa nova pra agregar ao nosso grupinho. Bem vinda!!!

Agora temos um novo livro, "A Hora da Estrela" de Clarice Lispector, escolhido entre:


  1. "A Menina que Roubava Livros" de Markus Zusak
  2. "O Fio da Navalha" de W. Somerset Maugham
  3. "Orlando" de Virginia Woolf
  4. "Cartas de Um Diabo Ao Seu Aprendiz" de C.S. Lewis
  5. "A Hora da Estrela" de Clarice Lispector

Aproveitem a leitura. A discussão será no dia 24 de novembro.

Ate la. 



terça-feira, 25 de setembro de 2012

Autor


Jean-Paul Sartre

Jean-Paul Sartre nasceu em Paris, no dia 21 de junho de 1905. O pai faleceu dois anos depois e a mãe, Anne-Marie Schweitzer, mudou-se para Meudon, nos arredores da capital, a fim de viver na casa de Charles Schweitzer, avô materno de Sartre. Sobre a morte do pai, escreverá mais tarde: “Foi um mal, um bem? Não sei; mas subscrevo de bom grado o veredicto de um eminente psicanalista: não tenho Superego”.
Seja como for, talvez a ausência da figura paterna em sua vida possa explicar por que Sartre se tornou um homem radicalmente livre, tomada a expressão no sentido que ele lhe dará posteriormente: não existe uma natureza humana, é o próprio homem, numa escolha livre porém “situada”, quem determina sua própria existência.
Outro traço marcante na formação de Sartre foi a imaginação criativa, alimentada pela leitura precoce e intensiva: “...por ter descoberto o mundo através da linguagem, tomei durante muito tempo a linguagem pelo mundo. Existir era possuir uma marca registrada, alguma porta nas tábuas infinitas do Verbo; escrever era gravar nela seres novos foi a minha mais tenaz ilusão , colher as coisas vivas nas armadilhas das frases...” Como conseqüência, aos dez anos de idade quis tornar-se escritor e ganhou uma máquina de escrever. Seria seu instrumento de trabalho por toda a vida.
Em 1924, aos dezenove anos de idade, Sartre ingressou no curso de filosofia da Escola Normal Superior, onde não foi aluno brilhante, mas muito interessado, especialmente pelas aulas de Alain (1868-1951), que dedicava atenção particular à discussão do problema da liberdade. Na Escola Normal, Sartre conheceu Simone de Beauvoir (1908 - 1986), “uma moça bem-comportada” que lhe afirmou : “A parti r de agora, eu tomo conta de você”. Desde então, nunca mais se separaram.
Terminado o curso de filosofia, em 1928, Sartre teve de prestar o serviço militar e o fez em Tours, na função de meteorologista Depois disso obteve uma cadeira de filosofia numa escola secundária do Havre, cidade portuária. Nessa época escreveu um romance, A Lenda da Verdade, recusado pelos editores. Em 1933, passou um ano em Berlim, estudando a fenomenologia de Edmund Husserl (1859-1938), as teorias existencialistas de Heidegger e Karl Jaspers (1883-1969) e a filosofia de Max Scheller (1874-1928). A partir desses autores, Sartre foi levado a obras de Kierkegaard (1813-1855). Apoiado nessas referências principais, Sartre elaborou sua própria versão da filosofia existencialista.
Na Alemanha, Sartre iniciou a redação de Melancolia, romance mais tarde concluído e intitulado A Náusea. De volta à França, publicou, em 1936, A Imaginação e A Transcendência do Ego, trabalhos marcados por forte influência da fenomenologia. Em 1938, foi editada A Náusea. Um ano depois, uma coletânea de contos,  O Muro, e o ensaio Esboço de uma Teoria das Emoções; em 1940, mais um ensaio, O Imaginário, que, como o anterior, utilizava  o método fenomenológico.


A Náusea - Jean Paul Sartre

Em 1938, Jean-Paul Sartre publicou seu mais importante romance: A Náusea. O livro não é apenas um romance comum, Sartre criou uma obra prima que mistura filosofia e uma acessível narrativa, e com ela esboçou, usando a arte como artifício, o existencialismo, só formalizado em O Ser e o Nada de 1943.
A estória se baseia nos diários de Antoine Roquetin, um fictício historiador que viajou a Europa inteira e se estabeleceu em uma pequena cidade portuária da França: Bouville. E é justamente nesse último acontecimento de sua vida que ele começa a escrever o diário. Roquetin mora sozinho em Bouville, e à medida que vai ficando absorto em sua solidão, se descobre com estranhas idéias acerca do sentido da existência e o quanto ela pode ser vazia e sem significado. Quando Roquetin se depara com a realidade ele sente náuseas por acreditar que essa realidade é inócua e sem embasamento.
Antoine Roquetin discorre sobre a sua nova concepção da existência, e muitos dos seus pensamentos são indigestos por tocarem em pontos sensíveis da sociedade moderna. Ele acha que sua própria liberdade física e mental é inútil e por isso crê que a existência humana chega a ser muitas vezes ignóbil e medíocre.
A Náusea é um livro extremamente reflexivo e passível de inúmeras interpretações. Ele aborda a questão que o homem mais anseia solucionar em toda sua vida, o sentido da existência e o quão irracional isso pode ser. Esse é o livro ideal para quem quer se iniciar na aventura intelectual que é a filosofia e com ela tornar a vida muito mais consciente.

sábado, 15 de setembro de 2012

Encontro no Parque

Hoje, em um animado piquenique no Parque Municipal, discutimos o livro "Medo e Delírio em Las Vegas". Só  as garotas do grupo compareceram desta vez e nosso visitante Rodrigo. (futuro membro???).

O processo de escolha do livro desta vez foi bastante tenso e polêmico. Após horas, recontagem de votos, muitas lágrimas e protestos (ta bom, exagerei!) nosso próximo livro foi escolhido.

Os livros sugeridos foram:

1. A Náusea - Jean-Paul Sartre
2. O Senhor das Moscas - William Golding
3. 1984 - George Orwell
4. Mrs. Dallaway - Virginia Woolf
5. Tomates Verdes Fritos - Fannie Flagg

Nosso próximo livro será  A Náusea por Jean-Paul Sartre e o encontro no dia 27 de Outubro.
Vejo vocês lá!


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Medo e Delírio em Las Vegas de Hunter S. Thompson.
 
"A busca ensandecida pelo verdadeiro Sonho Americano - uma jornada terrível, acompanhada por Rolling Stones, LSD, Jefferson Airplane e a paranóia dos EUA de Richard Nixon, rumo ao coração do deserto, pulsando hipnotizante com o seu neon. E assim um jornalista norte-americano e seu advogado "samoano" embarcam num Chevy vermelho conversível, com a missão de cobrir uma corrida de motocicletas em Las Vegas. Para enfrentar essa laboriosa tarefa, enchem o porta-malas do carro alugado com um estoque interminável de drogas e saem dirigindo pelo deserto de Nevada, partindo em alta velocidade de Los Angeles e parando apenas para dar carona a um incauto - que não permanece muito tempo a bordo do veículo."

Não li, mas achei o filme (Terry Gilliam, 1998) muito engraçado. Espero que o livro seja no mesmo nível. Mas a vontade de ler mesmo é só porque vou pra Vegas e pretendo me inspirar...no que não fazer.
O período e o contexto nos quais o livro foi escrito (em torno de 1971) me parecem bem relevantes, então uma boa pesquisa de campo pode ser uma boa... Infelizmente, ainda não achei o livro em português, mas sei que tem da LPM (bolso). Boas leituras.


Ps: espero que este post esteja do agrado dos demais membros deste clube, exigentes como são... senão, me perdoem porque sou nova nesse troço.


sábado, 4 de agosto de 2012

Encontro do Livro A Humilhação

O primeiro encontro para discussão de um livro após nossas longas ferias foi fantástico. Todos muito envolvidos e animados, um livro complexo e opiniões diversas, com muito respeito, definiram nosso encontro. Obrigada a todos pela presença.

Para fechar, mais um eficiente e altamente complexo sorteio do próximo livro.
Entre os livros indicados estavam:

  1. A Menina que não Sabia Ler.
  2. O Menino do Pijama Listrado
  3. Medo e Delírio em Las Vegas.
  4. O Grande Mentecapto.
  5. O Espião que Sabia Demais.
  6. O  Homem que Queria Ser Rei
  7. Demian.
O livro escolhido foi Medo e Delírio em Las Vegas de Hunter Thompson.

Nosso próximo encontro será em setembro. Vejo todos lá.  

segunda-feira, 9 de julho de 2012

A HUMILHAÇÃO


Aos 65 anos, Simon Axler, um renomado ator de teatro, sobe no palco e constata que não sabe mais atuar. De uma hora para outra toda sua autoconfiança se esvai, e ele perde a capacidade de interpretar os personagens que, ao longo de uma extensa carreira artística, haviam lhe trazido renome. A partir daí, sua vida entra numa espiral de perdas: a mulher vai embora, o público o abandona e seu agente não consegue convencê-lo a retomar o trabalho. Obcecado com a ideia do suicídio, Simon se interna numa clínica psiquiátrica.

No meio desse relato terrível de uma autoanulação inexplicável e apavorante, irrompe um enredo em sentido contrário. Simon se envolve numa relação passional com uma mulher mais jovem, homossexual, filha de um casal de atores que ele conheceu na juventude. Nasce daí um desejo erótico avassalador, um consolo para uma vida de privação, mas tão arriscado e aberrante que aponta não para o conforto e a gratificação, e sim para um desenlace ainda mais negro e chocante. 
Nessa longa viagem noite adentro, relatada com a combinação de intensidade, virtuosismo e seriedade que é a marca de Philip Roth, todos os artifícios que usamos para nos convencer de nossa solidez, todos os desempenhos de nossas vidas - talento, amor, sexualidade, esperança, energia, reputação -, tudo isso vira pó.


A humilhação faz parte de uma série de narrativas que Philip Roth vem publicando nos últimos anos. Essas obras - O animal agonizanteHomem comum e Fantasma sai de cena - tematizam a velhice, a perda, a paixão e a morte com vigor e contundência extraordinários. Ao contrário de seu protagonista, Roth está em plena forma, e não perdeu a capacidade de surpreender e empolgar seus leitores.